domingo, 8 de agosto de 2010

Família, família, papai, mãmãe, titia...

Família é uma coisa impressionante mesmo!

Tem gente que não tem família, que não se dá bem com a família, que não gosta nem de ouvir falar nesse termo...

Não consigo entender os malefícios que alguém encontre em uma. Por pior que seja, é na família que encontramos nossos primeiros amigos e inimigos. Nosso porto seguro, nossos medos.. tudo nasce ali.

Quem não sente saudades do tempo de criança, das brincadeiras, das comidinhas... De sair da escola, chegar em casa e ver o que há de novo, de passear nas férias, de ser adolescente e não se encontrar...

Minha família nunca foi perfeita, nem de longe. Cresci com minha mãe, na casa da minha tia. Não tive irmãos, filha única de mãe solteira. Minha alegria era ir pra escola e encontrar outras crianças. Meus primos já eram grandes, adolescentes. Não tinha com quem brincar. O bom era que eu acabava sendo a menininha da casa e sempre fui mimada pela minha mãe.

Nas férias íamos de ônibus visitar minha tia do interior que tinha uma filha da minha idade! Eu amava!!!! Contava os dias pra ir e não queria mais voltar!

Já na adolescência minha tia se mudou, fiquei com minha mãe num apartamento e aí as coisas pioraram. Minha mãe, sempre super-protetora, não deixava eu sair e eu, sempre teimosa, ficava enfrentando e dando murro em ponta de faca.

Depois de adulta, conheci meu marido, casei rápido, engravidei nem tão rápido e formei um novo lar. Hoje aqui eu tenho minha mãe, meu marido e meu bebê. Meu bebê, minha Isabel, está tendo a chance de crescer em um lar um pouco mais estruturado, com pai, mãe e vó paparicante. Não sei se a vida dela será melhor ou pior do que a minha, que foi tão "bagunçada" nesses lances de laços, parentescos e afins. Não sei se ela se sentirá mais ou menos solitária do que eu fui quando criança, sem irmãos. Não sei de nadica de nada sobre o que virá ou no que possa se transformar a vida dela.

O meu único objetivo é de que ela cresça feliz, de que ela sinta saudades da nossa família, que ela sinta como ela foi amada e repita isso quando formar a sua. Que ela se lembre de cada carinho, cada cuidado, cada sorriso.

Porque mesmo em famílias diferentes, formada por laços e parentescos diferentes, tenho certeza que nós duas fomos e somos muito amadas!

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